sábado, 14 de junho de 2008

TEOLOGIA DO CÓDIGO DA VINCI


TEOLOGIA E O CÓDIGO DA VINCI

Mais uma vez a humanidade está diante da tentativa de reformulação do ensinamento sobre os princípios Bíblicos e Teológicos. Dan Brown, em seu best seller "O Código da Vinci" que esteve em exibição nos cinemas, propõe uma visão diferenciada sobre a vida de Cristo e sobre sua divindade, através da afirmação de que Jesus haveria mantido um relacionamento com Maria Madalena, de onde surgira a hipótese do nascimento de filhos, e que segundo ele, esse é um segredo milenar preservado por um grupo de guardiões, conhecidos na antiguidade como "Os Cavaleiros Templários". O livro também promove uma idéia sobre a infalibilidade humana, sugerindo vaga e indiretamente que todos nós somos deuses.


Primeiramente devemos observar a base desta obra, que segundo o próprio autor, está lançada sobre os livros apócrifos. Os livros apócrifos, são os mesmos que no ano 367 a.C não foram considerados canônicos, ou seja, não foram adotados como regra de fé e conduta pelo teólogo Atanazio, e que trinta anos depois, teve o seu trabalho confirmado por um conselho eclesiástico, que levou em consideração a apostolicidade, a universalidade, o conteúdo e a inspiração dos livros que hoje temos na Bíblia.


A infalibilidade humana e a descredibilização da divindade de Cristo, são argumentos que seitas antigas sempre utilizaram para descaracterizar o verdadeiro propósito da vinda de Cristo em seu aspecto salvífico. O propósito da proclamação de tal ideologia é o de formular na mente das pessoas a idéia de que Jesus foi simplesmente mais um homem e que nós possuímos capacidade própria para alcançarmos à justificação, pois para esta classe de pensadores racionalistas, o que o corpo faz, o consciente perdoa. Será que o homem pode perdoar-se a si mesmo? Não, o homem não pode tornar-se justo por si só, e é por isso que o apóstolo João escreveu: "Mas, se andarmos na luz como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo seu filho nos purifica de todo o pecado" (1 Jo 1:7).


O diretor da produção cinematográfica Ron Howard, afirmou que "O Código" é diversão, não um tratado de teologia. Acredito ser impossível haver diversão, perante uma afronta desta natureza contra a comunidade cristã e contra a própria Bíblia. A idéia transmitida pelo autor, é só mais uma voz que tenta abalar o fundamento da fé cristã no período da pós-modernidade, mas o nosso fundamento é Jesus Cristo (1 Co 3:12).

Diego Endrigo é Professor de Teologia em Maringá.

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